Esta revelação expõe graves distorções nos processos policiais, levantando questões inquietantes sobre a integridade das instituições responsáveis pela proteção dos cidadãos.
O jornalista da Record, Roberto Cabrini, trouxe à tona uma matéria impactante que está gerando grande repercussão no interior de Mato Grosso, especificamente em Sorriso. A reportagem traz a história de uma mulher de apenas 24 anos, que denunciou ter sido vítima de violência sexual dentro de uma delegacia de polícia, um acontecimento que destaca uma questão alarmante sobre a segurança pública na região.
Durante um relato emocionado, a jovem compartilha as experiências traumáticas que viveu enquanto esteve detida. Ela descreve o episódio de abuso sexual como o momento mais doloroso e difícil que enfrentou, referindo-se a atos sexuais forçados que sofreu dentro da delegacia. Esta revelação expõe graves distorções nos processos policiais, levantando questões inquietantes sobre a integridade das instituições responsáveis pela proteção dos cidadãos.
O principal suspeito da denúncia é Manoel Batista da Silva, um investigador da Polícia Civil de 52 anos, que possui uma longa trajetória de 25 anos de serviço público. A identidade da denunciante tem sido protegida, uma vez que ela havia sido presa preventivamente em 8 de dezembro de 2025, sob acusação de homicídio. Além disso, seu histórico criminal inclui condenações anteriores por tráfico de drogas, o que agrava a situação.
Curiosamente, dois dias depois de expor os abusos que sofreu, um mandado de prisão foi expedido contra a vítima, que agora enfrenta acusações de tortura e participação em uma organização criminosa. Ela passou a ser considerada foragida e, de acordo com o boletim de ocorrência, é identificada como membro do Comando Vermelho, um detalhe que ela nega veementemente.
A investigação sobre os eventos foi designada à delegada Layssa Leal, que, apesar de sua curta experiência na área, enfrenta a difícil tarefa de investigar abusos cometidos por um colega de trabalho. As primeiras horas da investigação na delegacia seguem os protocolos legais, no entanto, isso ocorre em um ambiente marcado pela tensão e pela desconfiança.
Imagens exclusivas do programa Domingo Espetacular mostram os corredores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, onde a jovem estava acompanhada de seu advogado durante seu depoimento. A Justiça inicialmente decidiu que ela permaneceria detida. No entanto, durante a tarde, a mulher foi retirada de sua cela. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi colocada na viatura por Manoel Batista, junto com outras presas, para a realização do exame de corpo de delito, um procedimento padrão antes da transferência para um presídio.
Os relatos de abuso ocorreram durante a noite, imediatamente após o jantar, e no dia seguinte, a jovem foi transferida para a cadeia pública de Arenápolis, localizada a 334 quilômetros de Sorriso, sendo liberada dois dias depois. O material genético coletado do corpo da vítima foi decisivo para identificar Manoel, uma vez que as amostras de DNA coincidiram.
Atualmente, o caso está sendo investigado pelo Ministério Público de Mato Grosso, mas foi surpreendentemente encaminhado de volta à delegacia onde os abusos ocorreram, o que levanta ainda mais questionamentos sobre a condução do processo. Manoel Batista teve sua prisão preventiva decretada, e sua detenção revelou uma série de possíveis irregularidades dentro da divisão de homicídios.
Além disso, investigações sugerem a existência de um grupo secreto de policiais que se comunicam por meio de redes sociais. Um celular de uma presa que foi furtado trouxe à tona áudios e conversas entre futuros policiais, com um deles comentando sobre os relacionamentos entre policiais e mulheres presas, enquanto outro sugere a aplicação de métodos violentos durante investigações.
Este caso está se tornando um marco significativo na reavaliação dos métodos, práticas e comportamentos policiais em uma região que é uma das mais relevantes do país, levantando sérias preocupações sobre a confiança da população nas instituições que deveriam garantir sua segurança e direitos.
Fonte: Info Verus




