Suspeito de liderar braço jurídico-financeiro da facção, Rodrigo da Costa Ribeiro teve habeas corpus negado
A desembargadora Juanita Cruz Da Silva Clait Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de liberdade ao advogado Rodrigo da Costa Ribeiro, preso durante a Operação Efatá. Alvo da Polícia Civil em dezembro de 2025, o jurista é apontado como uma peça-chave na estrutura do Comando Vermelho (CV) no Estado, atuando supostamente na lavagem de dinheiro e no suporte financeiro da organização criminosa.
Rodrigo foi detido em seu apartamento no luxuoso condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, onde os agentes encontraram munições de calibre 9mm, carregador de pistola e um rádio comunicador. Além das acusações de envolvimento com o tráfico, a investigação revelou que o advogado fazia apologia à facção criminosa em grupos de mensagens dos próprios moradores do condomínio. Ao negar a soltura, a magistrada reforçou que a prisão preventiva é necessária devido à periculosidade do agente e ao risco real de que, em liberdade, ele volte a cometer crimes.
OS DETALHES DA OPERAÇÃO EFATÁ
A defesa do advogado alegou que a prisão era ilegal e carecia de fundamentos concretos, solicitando a substituição por medidas cautelares. No entanto, o Tribunal manteve a decisão baseada nos seguintes pontos:
- Liderança Jurídico-Financeira: Rodrigo é suspeito de gerir um esquema milionário de lavagem de capitais para o CV.
- Apreensões no Brasil Beach: A posse de munições e acessórios de arma de fogo fundamentou a prisão em flagrante, agora convertida em preventiva.
- Comportamento Social: O compartilhamento de conteúdo exaltando a facção criminosa foi citado como indício de sua integração ao grupo.
Fonte: Info Verus




