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Presidente da Venezuela é alvo de processos por narcotráfico, fraude eleitoral e crimes contra a humanidade; milhões de venezuelanos fugiram do país durante seu regime.

Everson Teodoro

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela desde abril de 2013, é investigado internacionalmente por uma série de crimes que vão desde narcotráfico até violações de direitos humanos. Ele assumiu o poder após a morte de Hugo Chávez, com uma vitória eleitoral de apenas 1,49%, contestada pelo opositor Henrique Capriles, que denunciou fraude e exigiu auditoria que nunca ocorreu.

Nos Estados Unidos, Maduro enfrenta acusações criminais desde março de 2020 no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O governo norte-americano o identifica como um dos líderes do Cartel dos Sóis, organização de narcotráfico formada por altos funcionários venezuelanos que usaram instituições do país, incluindo Forças Armadas e judiciário, para enviar toneladas de cocaína aos EUA. Segundo a promotoria, Maduro negociou remessas com as FARC, forneceu armas ao grupo guerrilheiro colombiano e coordenou operações com Honduras e outros países.

Além dele, outros 14 oficiais do regime foram indiciados, entre eles Diosdado Cabello e Hugo Armando Carvajal Barrios, ex-general que se declarou culpado em 2025 por tráfico de drogas e conspiração para importar cocaína. Estima-se que a Venezuela seja responsável por 200 a 250 toneladas métricas de cocaína, cerca de 10% a 13% da produção global anual.

Maduro também é acusado de fraude eleitoral em 2024, permanecendo no poder mesmo após perder a eleição presidencial para Edmundo González Urrutia, candidato apoiado por María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025. O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, controlado pelo regime, declarou Maduro vencedor sem permitir auditorias.

O Tribunal Penal Internacional investiga o governo de Maduro por crimes contra a humanidade. Desde 2013, mais de 18 mil pessoas foram presas por motivos políticos, segundo o Foro Penal, e práticas de “terrorismo de Estado” foram documentadas por organizações como Human Rights Watch, Anistia Internacional e a OEA.

A crise levou quase um terço da população venezuelana a deixar o país. Dados da ONU indicam que cerca de 8 milhões de pessoas migraram entre 2016 e 2022, motivadas por condições econômicas precárias, emergências humanitárias, repressão política e violência por parte do regime.

Fonte: Uol