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Governador cumpre acordo por apoio na LOA 2026 e garante teto das emendas, mas ranking de pagamentos privilegia base aliada

O governador Mauro Mendes (União) mostrou que é bom de trato. Para garantir o apoio da Assembleia Legislativa na votação da LOA 2026 e assegurar o controle de até 30% do orçamento para remanejamentos, o Palácio Paiaguás cumpriu o acordo político e reservou quase o teto máximo das emendas para cada parlamentar. Dos 24 deputados, 22 fecharam o ano de 2025 com mais de R$ 25 milhões empenhados.

O “Toma lá, dá cá” do Orçamento

O acordo foi estratégico: os deputados deram ao Executivo a liberdade de mexer em 20% das despesas discricionárias (além dos 10% já previstos em lei). Em troca, Mendes empenhou o máximo possível do orçamento impositivo individual — que chega a R$ 25,78 milhões por cabeça.

Embora o empenho (a reserva do dinheiro) tenha sido democrático, o pagamento efetivo (dinheiro na conta) mostrou quem manda no jogo:

  • Os Favoritos: O presidente da Casa, Max Russi (PSB), e os líderes governistas Dilmar Dal Bosco (União) e Beto Dois a Um (PSB) lideram o ranking de pagamentos, com valores entre R$ 21 e R$ 22 milhões.
  • Os Prejudicados: Na outra ponta, os oposicionistas Lúdio Cabral (PT) e Janaina Riva (MDB) viram cifras bem menores caírem na conta (R$ 5,6 mi e R$ 7,9 mi, respectivamente), sob a justificativa de “entraves técnicos”.

Ranking do Poder: Quem levou a melhor em 2025

No jogo dos números, a base governista garantiu a execução rápida, enquanto a oposição ficou com a promessa de “restos a pagar” para 2026.

Deputado (Lideranças)Valor Empenhado (Reserva)Valor Pago (No Bolso)
Max Russi (PSB)R$ 25,78 milhõesR$ 22,26 milhões
Beto Dois a Um (PSB)R$ 25,67 milhõesR$ 21,77 milhões
Dilmar Dal Bosco (União)R$ 25,70 milhõesR$ 21,69 milhões
Janaina Riva (MDB)R$ 25,25 milhõesR$ 7,96 milhões
Lúdio Cabral (PT)R$ 21,68 milhõesR$ 5,66 milhões

O detalhe: O dinheiro empenhado e não pago agora vira “Restos a Pagar”. O governo é obrigado a quitar esses valores em 2026, mas o atraso no repasse deixa os parlamentares da oposição em desvantagem na hora de entregar obras e benefícios em suas bases eleitorais.

Fonte Olhar Direto

Fonte: Olhar Direto