Governador afirma que senador tem autonomia para articular candidatura com liderança do União Brasil, mas mantém defesa do nome de Otaviano Pivetta
Por: Everson Teodoro
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que o senador Jayme Campos (União) tem liberdade para buscar apoio político nacional caso decida disputar o Governo do Estado nas eleições de outubro. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4), em Cuiabá.
Segundo Mendes, o projeto político de Jayme pode contar com o respaldo do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos principais articuladores do partido em Brasília.
“Olha, chegou ao conhecimento, mas é natural que na política você faça amigos – aqui ou em qualquer lugar – e que esses amigos queiram te ajudar. O Alcolumbre é uma pessoa com grande capacidade de articulação em Brasília, mas ele não é morador aqui do estado e tem outros problemas também. Vejo com muita naturalidade que, sendo companheiro do Jayme como ele é, tente de alguma forma ajudá-lo”, afirmou o governador.
Apesar de reconhecer a articulação nacional do senador, Mauro reforçou que seu grupo político mantém como prioridade a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.
Críticas a Janaina Riva
Durante a mesma entrevista coletiva, concedida durante a entrega de 300 novos ônibus escolares para os 142 municípios de Mato Grosso, Mauro Mendes também criticou a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é pré-candidata ao Senado.
O governador classificou como “inconstitucional” a proposta da parlamentar que pretende derrubar a contribuição previdenciária de 14% cobrada de servidores aposentados e pensionistas.
Para Mendes, a iniciativa teria caráter eleitoral e não poderia ser apresentada pelo Legislativo.
“A deputada Janaina apresenta projeto para reduzir a receita e para aumentar a despesa. Eu não sei onde isso vai parar. É óbvio que é inconstitucional e que estão brincando com a cara dos mato-grossenses, porque isso não tem o menor fundamento. A Constituição do Brasil diz que deputado não pode apresentar matéria que mexe na tributação ou na organização da administração. Se faz isso, está mentindo para a população e tentando enganar os eleitores”, enfatizou.
Caso a proposta avançasse, milhares de servidores inativos poderiam deixar de pagar a contribuição previdenciária, mas o governo estadual sustenta que a medida criaria impacto fiscal nas contas públicas.
Fonte: Info Verus




