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Na decisão, a magistrada ressaltou a gravidade das condutas atribuídas aos réus, destacando que as próprias instituições de ensino teriam sido utilizadas como instrumento para a prática criminosa

Mesmo após condenação em primeira instância, as faculdades investigadas por integrar um esquema de “venda de diplomas” continuarão de portas fechadas em Cuiabá. A decisão é da juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal da Capital, que manteve a suspensão das atividades das instituições atingidas pela Operação Zircônia, deflagrada em 2021.

A magistrada analisou embargos de declaração apresentados pelos empresários Maria Madalena Carnielo e Victor Hugo Carniello Delgado, condenados respectivamente a 10 anos e 9 meses, e 7 anos e 9 meses de prisão. A defesa pedia não apenas a reativação das unidades de ensino, mas também o reconhecimento da prescrição do processo.

Ao rejeitar os argumentos, a juíza afirmou que não houve trânsito em julgado para a acusação, já que o Ministério Público interpôs recurso de apelação. Dessa forma, segundo ela, não há que se falar em prescrição.

Na decisão, a magistrada ressaltou a gravidade das condutas atribuídas aos réus, destacando que as próprias instituições de ensino teriam sido utilizadas como instrumento para a prática criminosa, o que justifica a manutenção da suspensão das atividades.

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apontaram a emissão de cerca de 130 diplomas e 110 históricos escolares falsos, causando prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão a dezenas de alunos.

De acordo com o Gaeco, parte da documentação irregular teria sido utilizada para obtenção de cargos públicos, progressão funcional e, no caso de profissionais da Educação, para atribuição de aulas na rede de ensino.

Os sócios das empresas Centro Universitário Poliensino LTDA ME, IEP Instituto Educacional Polieduca Brasil Ltda ME (Polieduca Brasil) e VHER Cursos Educacionais Ltda EPP (MC Educacional) foram condenados em novembro de 2025, em decisão de primeira instância.

Fonte: Info Verus