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Investigado na Operação Datar, Diego Datto usaria os próprios pais como “laranjas” no esquema

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por maioria, revogar a prisão preventiva do DJ Diego de Lima Datto. Ele é apontado pela Polícia Civil como um dos líderes de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, que teria movimentado mais de R$ 185 milhões entre 2015 e 2023. Na decisão proferida nesta terça-feira (27), o DJ foi beneficiado com o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar noturno.

O relator do caso, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, argumentou que a manutenção da prisão assumiria caráter de “antecipação de pena”. Segundo o magistrado, embora os crimes sejam graves, as investigações se basearam em fatos que ocorreram até dezembro de 2023, não havendo provas de que o DJ continuou cometendo delitos após esse período. Além disso, a Justiça considerou que a denúncia já foi oferecida e as provas são majoritariamente documentais, o que diminuiria o risco de Diego atrapalhar o andamento do processo.

A decisão não foi unânime. O desembargador Marcos Machado votou pela manutenção da prisão, destacando que Datto é reincidente e utilizava o nome de familiares, incluindo pai, mãe e ex-esposa, para “limpar” o dinheiro do crime. A Operação Datar, deflagrada em 2024, revelou que o grupo movimentava valores astronômicos de forma fracionada para ocultar a origem ilícita. Agora em liberdade monitorada, o DJ está proibido de manter contato com outros 17 réus do processo e não pode deixar a comarca sem autorização judicial.

Fonte: Info Verus