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Deputado afirma que vice-governador tem dificuldade política, acusa “humilhação” em Brasília e defende disputa aberta ao governo

Por: Everson Teodoro

O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou a articulação política do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e afirmou que o aliado do governador Mauro Mendes tenta viabilizar sua candidatura ao governo “por W.O.”, sem enfrentar uma disputa ampla.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (18), em reação à fala de Mauro Mendes, que havia afirmado não haver outros nomes com experiência no Executivo, comentário interpretado como elogio direto a Pivetta.

Para Júlio, a avaliação do governador foi equivocada e desconsidera a trajetória de outros possíveis candidatos, como o senador Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL).

“O Mauro foi infeliz na fala. Jayme tem experiência, foi prefeito por 14 anos e governador. Wellington está na política há décadas. Não dá para dizer que não há nomes preparados”, afirmou.

Apesar de reconhecer que Pivetta é “um bom gestor”, o deputado disse que o vice-governador enfrenta dificuldades políticas para consolidar sua candidatura.

“Ele tem dificuldade política. Está tentando viabilizar essa candidatura e parece que quer ganhar por W.O.”, declarou.

Júlio também criticou a movimentação de Pivetta em Brasília em busca de apoio do PL, partido que já tem Wellington Fagundes como pré-candidato ao governo.

“Foi lá quase de joelhos pedir apoio. Isso é uma postura até sem muita ética, porque o PL já tem um candidato”, disparou.

O parlamentar ainda acusou o grupo governista de tentar impor a candidatura de Pivetta sem debate democrático.

“Querem enfiar goela abaixo uma candidatura. Vão a Brasília, tentam impor apoio. Não é assim que funciona. Tem que deixar a eleição acontecer de forma democrática”, disse.

Ele defendeu que todos os partidos lancem seus candidatos e que a decisão seja feita nas urnas, com possibilidade de segundo turno.

“Cada partido apresenta seu nome, seu programa, e o povo decide. Quem não for para o segundo turno apoia quem passar. Isso é o natural da democracia”, completou.

Júlio Campos também comentou sobre outros nomes cotados para a disputa, como a médica Natasha Slhessarenko (PSD), destacando sua atuação empresarial na área da saúde.

As declarações evidenciam o aumento da tensão política em Mato Grosso, com articulações antecipadas para as eleições de 2026 e disputas internas por espaço entre diferentes grupos.

Fonte: Info Verus