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De acordo com as investigações, o empresário, morador de Goiás, havia adquirido sementes de milho para plantio por meio de um intermediário, mas não conseguiu quitar o valor negociado.

Uma cobrança milionária terminou em uma ofensiva policial interestadual após investigadores descobrirem que criminosos tentaram matar um empresário do setor agrícola usando uma granada lançada por drone. O ataque, ligado a uma dívida de R$ 1,5 milhão, levou a Polícia Civil de Goiás a deflagrar a Operação Cobrança Final, que teve como alvo integrantes do grupo escondidos em Primavera do Leste, a 235 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com as investigações, o empresário, morador de Goiás, havia adquirido sementes de milho para plantio por meio de um intermediário, mas não conseguiu quitar o valor negociado. A inadimplência teria desencadeado uma escalada de ameaças, extorsões e, por fim, uma tentativa de homicídio ocorrida nos dias 15 e 17 de janeiro.

A operação foi coordenada pelo Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itaberaí, vinculado à 4ª Delegacia Regional de Polícia. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de seis ordens judiciais: três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra suspeitos apontados como cobradores e executores do atentado. 

Segundo a Polícia Civil, os investigados são acusados de tentativa de homicídio qualificada, motivada por cobrança de dívida, além de extorsões praticadas de forma reiterada, sempre com uso de violência e grave ameaça. O suposto mandante do crime ainda não foi localizado e segue foragido.

As apurações revelaram que o atentado foi executado com o uso de dois drones, sendo que um deles transportava uma granada M67, de uso militar, direcionada à residência do empresário e de seus familiares, no município de Itaberaí. A ação colocou em risco não apenas as vítimas, mas também vizinhos e a coletividade.

A tragédia só não se consumou porque o equipamento falhou, colidiu e caiu antes de atingir o alvo. Após a queda, equipes especializadas atuaram para neutralizar o artefato explosivo. Para a polícia, o grupo atua de forma organizada na prática de cobranças forçadas e extorsões, utilizando armas de fogo e, mais recentemente, explosivos para intimidar vítimas.

Fonte: Info Verus