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Primeira-dama de Mato Grosso cita alta histórica de assassinatos de mulheres e sugere revisão da legislação para ampliar punições.

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), classificou o feminicídio como uma “epidemia nacional” e defendeu o endurecimento das penalidades para agressores, durante pronunciamento divulgado neste domingo (7) em suas redes sociais. A manifestação ocorre diante da escalada de casos em vários estados e do aumento recorde de ocorrências no país.

Em vídeo publicado nas plataformas digitais, Virginia reuniu reportagens recentes sobre crimes contra mulheres e afirmou que a violência de gênero ultrapassa fronteiras regionais. Como exemplo, citou o estado de São Paulo, que contabilizou 53 feminicídios entre janeiro e outubro de 2024 — o maior número desde o início da série histórica — além de ocorrências registradas no Maranhão, Pará e Rio Grande do Sul.

Segundo a primeira-dama, episódios considerados “menores”, como ameaças, perseguição ou agressões físicas iniciais, costumam anteceder crimes mais graves. “Não existe agressão leve”, declarou. Ela também sugeriu que o Brasil avalie a adoção de punições mais severas, chegando a mencionar a possibilidade de prisão perpétua como forma de inibir novos casos.

Dados recentes reforçam o alerta. Em 2023, o país registrou 1.492 feminicídios, a maior marca já contabilizada e média de quatro mulheres assassinadas por dia. A maioria das vítimas foi morta por companheiros ou ex-companheiros, normalmente dentro da própria residência — padrão que permanece estável nos últimos anos. Mesmo com pena máxima ampliada para 40 anos, o índice segue em alta.

O combate ao feminicídio é uma das principais bandeiras públicas de Virginia Mendes, que reiterou seu compromisso com a defesa das mulheres: “A vida delas não pode esperar. A vida delas importa”. Para ela, a combinação entre endurecimento da legislação, ações preventivas e políticas públicas contínuas é fundamental para reverter o cenário atual.

Com o avanço dos casos e a pressão por respostas mais eficazes, o debate sobre novas medidas de enfrentamento à violência de gênero deve permanecer central nas discussões sobre segurança pública e direitos das mulheres.