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Vítima relata promessa de lucros altos com soja e milho, pagamentos iniciais para atrair investidores e posterior desaparecimento dos valores

A escrivã da Polícia Civil Dayara Carvalho afirmou ter sido vítima de um golpe financeiro que teria causado prejuízo de cerca de R$ 100 mil. Segundo relato publicado nas redes sociais, o esquema teria sido aplicado pelo policial penal Jefferson Rodrigo Barros e pela empresária Rhanna Barros Martins, entre os anos de 2024 e 2025.

De acordo com a vítima, ela foi atraída, junto a familiares, por uma proposta de investimento ligada ao agronegócio, com suposta atuação na comercialização de grãos, como soja e milho. A promessa era de lucros semanais elevados, o que teria atraído outros investidores, incluindo policiais civis e militares.

Inicialmente, Dayara afirma ter investido cerca de R$ 50 mil, valor obtido por meio de empréstimo e repassado diretamente à empresária, que se apresentava como proprietária da empresa “Barros & Barros”. Nos primeiros meses, os rendimentos prometidos chegaram a ser pagos, o que reforçou a confiança no negócio.

Com isso, a escrivã relata que fez novos aportes, somando pelo menos mais R$ 50 mil, incluindo recursos da venda de um imóvel e valores reinvestidos dos supostos lucros. Ela também afirma que indicou o investimento a outras pessoas.

No entanto, a partir de meados de 2025, os pagamentos começaram a atrasar e, posteriormente, foram interrompidos. Diante da situação, a vítima passou a suspeitar de fraude.

Ao buscar mais informações, Dayara afirma ter descoberto que a empresária não possuía contratos com grandes empresas do setor e que já teria aplicado golpe contra a própria mãe.

Esquema e investigações

Conforme apurado, os suspeitos apresentavam propostas de investimento com altos retornos no comércio de grãos, mas os valores prometidos não eram efetivamente repassados. Em alguns casos, as vítimas deixavam de receber qualquer resposta após os aportes.

As investigações também apontam que o dinheiro obtido seria utilizado para financiar eventos, como rodeios, especialmente no estado de Goiás.

Além disso, os suspeitos teriam adquirido bens e imóveis, incluindo duas casas de alto padrão — uma em Chapada dos Guimarães e outra no condomínio Primor das Torres, em Cuiabá.

Há indícios de que Rhanna Barros Martins tenha deixado o país e esteja em Portugal. Já Jefferson Rodrigo Barros seguiria exercendo normalmente suas funções como policial penal.

Fonte: Info Verus