Vítima denunciou ligações, mensagens e recados enviados por terceiros mesmo com o suspeito detido
Karina Stein
O empresário José Clóvis Pezzin de Almeida, de 33 anos, foi denunciado por descumprimento de medida protetiva e perseguição contra a ex-companheira em Cuiabá. O caso foi registrado na delegacia especializada após a vítima relatar uma série de tentativas de contato feitas pelo suspeito, mesmo com ele preso.
De acordo com o site FolhaMax, o empresário está detido na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas justamente por violar medidas protetivas concedidas à mulher, de 26 anos. Ainda assim, ele teria conseguido enviar mensagens e até uma carta à ex-companheira.
Na carta, o suspeito declara que ainda ama a vítima e afirma que não guarda ressentimento pelo fato de ter sido preso. “Eu não tenho um pingo de raiva do que você fez, em nenhum momento tive e nunca terei porque eu te amo, te amo com todas as minhas forças”, diz um trecho do documento obtido pelo portal.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que possui medida protetiva de urgência contra o empresário, mas ele teria insistido em contato por meio de ligações telefônicas, mensagens e até intermediários.
Ainda conforme o relato, no dia 9 de março a vítima recebeu uma ligação de um número desconhecido. No mesmo dia, também recebeu mensagens em que o remetente usava um apelido íntimo utilizado durante o relacionamento, o que levou a mulher a acreditar que o contato partiu do ex-companheiro.
Após as mensagens, uma terceira pessoa teria enviado um áudio se apresentando como pastor. Utilizando o mesmo número de telefone, o homem afirmou que o empresário pediu para transmitir um recado dizendo que gostaria de retomar o relacionamento.
A vítima também relatou às autoridades que o suspeito estaria acompanhando suas atividades pelas redes sociais de outras pessoas para tentar descobrir onde ela está.
Dois dias depois, em 11 de março, a mulher afirmou ter recebido nova ligação do empresário. Durante a conversa, ele teria declarado que ainda a ama e que a perdoa por supostamente tê-lo colocado na prisão. No mesmo dia, uma carta com conteúdo semelhante também teria sido enviada.
Outro ponto levantado pela vítima é a suspeita de que o empresário esteja utilizando telefone celular dentro da unidade prisional. Ela disse que chegou a procurar a direção do presídio cerca de um mês antes para denunciar a situação.
No boletim de ocorrência, a mulher afirmou estar emocionalmente abalada e disse temer pela própria segurança, pedindo providências das autoridades para impedir novas tentativas de contato.
O empresário foi preso em dezembro de 2025 após descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a ex-companheira. Apesar da ordem judicial, ele teria continuado perseguindo a mulher.
O caso segue sob investigação. Além desse episódio, o empresário também já esteve envolvido em outras ocorrências policiais, incluindo suspeita de tráfico de drogas, um acidente de trânsito grave na Estrada da Guia e um episódio de confusão em um restaurante na região da Praça Popular, na capital.
Fonte: Info Verus




