O vínculo com o Careca do INSS, foi estabelecido através do depoimento da publicitária Danielle Miranda Fonteles. Danielle foi responsável por várias campanhas eleitorais do PT, inclusive a de Dilma Rousseff em 2010
Uma investigação da CPMI do INSS revelou um esquema de movimentações financeiras atípicas envolvendo a Spyder Consultoria, empresa que, apesar de não possuir presença digital e pertencer formalmente a um auxiliar de serviços gerais de 25 anos, movimentou R$ 371 milhões apenas no primeiro semestre de 2025. O vínculo com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, foi estabelecido através do depoimento da publicitária Danielle Miranda Fonteles. Danielle foi responsável por várias campanhas eleitorais do PT, inclusive a de Dilma Rousseff em 2010.
O Coaf identificou um repasse de R$ 200 mil da Spyder para a publicitária. Em sua defesa, Danielle afirmou desconhecer a consultoria até o momento do depósito, alegando que o montante foi determinado por Careca como parte do pagamento pela compra de uma residência em Trancoso, na Bahia. Segundo seus advogados, o negócio acabou sendo cancelado por meio de um distrato, já que o empresário não conseguiu quitar as parcelas restantes. Os comprovantes dessa transação teriam sido entregues tanto ao Congresso quanto ao STF.
A relação entre Danielle e o empresário ultrapassa o mercado imobiliário. A Polícia Federal a identifica como sócia de Antunes na Cannabis World, um empreendimento focado em maconha medicinal sediado em Portugal. Registros de mensagens obtidos pela coluna do jornalista Tácio Lorran reforçam essa proximidade, mostrando a publicitária coordenando as atividades do projeto em solo europeu no final de 2024.
A Spyder entrou no radar dos parlamentares devido ao fluxo de caixa com a Dinar S/A Participações, uma das diversas firmas ligadas a Careca. Essa rede de repasses envolvia ainda a Arpar e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA). Embora registrada com um capital social modesto de R$ 120 mil em um endereço no Tatuapé, em São Paulo, a Spyder apresentou um volume financeiro que a enquadraria como uma empresa de grande porte, segundo os parâmetros do BNDES.
Enquanto a defesa de Danielle Fonteles detalhou as transações em nota oficial, a advogada de Antônio Carlos, Danyelle Galvão, informou que o empresário optou por não se manifestar sobre os fatos apurados pela comissão parlamentar.
Leia na íntegra a nota de Danielle Fonteles
“O valor de R$ 200 mil transferidos pela empresa Spyder é referente ao pagamento parcial de uma das 13 parcelas previstas para a aquisição de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. Ao contrário das parcelas anteriores, quando as transferências (todas documentadas e com os respectivos impostos recolhidos) foram feitas de contas de Antônio Antunes, esse valor, bastante inferior ao valor de R$ 1 milhão previsto em contrato, partiu de uma conta da Spyder. Até o depósito bancário, Danielle Fonteles não tinha conhecimento da existência dessa empresa.
Em razão de o pagamento não corresponder ao valor integral da parcela e por Antunes ter perdido a capacidade de honrar o compromisso financeiro, a venda do imóvel foi desfeita por meio da assinatura de um distrato de compra e venda. Documentos que comprovam a negociação da casa foram apresentados à CPMI do INSS e ao Supremo Tribunal Federal (STF).”
Fonte: Info Verus




