Dirigente foi afastado após votação expressiva de conselheiros; decisão final sobre destituição definitiva cabe agora à Assembleia Geral de sócios em até 30 dias.
Por: Everson Teodoro
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, na noite desta sexta-feira (16), o processo de impeachment do presidente Julio Casares em reunião realizada no Morumbis. Com a decisão, o dirigente foi afastado imediatamente de suas funções, embora a destituição completa do cargo ainda dependa de trâmites estatutários.
De acordo com o estatuto do clube, o afastamento de Casares será submetido a uma Assembleia Geral de sócios, que deve ser convocada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres, no prazo máximo de 30 dias. Para que a saída seja definitiva, é necessária a confirmação por maioria simples dos votos.
- Interinidade: Durante o período de afastamento, a presidência é ocupada por Harry Massis Junior, vice-presidente de 80 anos.
- Cenários: Caso os sócios ratifiquem o impeachment, Massis assume o comando até a próxima eleição, no fim deste ano. Se a assembleia rejeitar a decisão, Casares retoma o mandato.
- Placar no Conselho: A saída foi aprovada por ampla margem, com 188 votos favoráveis entre os 235 conselheiros presentes.
Acusações de má gestão e investigações policiais
O pedido de impeachment foi fundamentado em denúncias de má gestão orçamentária, venda de atletas por valores abaixo do mercado e uso irregular de camarotes. Contudo, a crise se agravou com investigações da Polícia Civil que apontam movimentações financeiras suspeitas:
- Depósitos em espécie: Identificou-se o depósito de R$ 1,5 milhão na conta pessoal de Casares entre 2023 e 2025. A defesa afirma que a origem dos valores será detalhada ao longo do inquérito.
- Investigação familiar: Relatórios apontam manobras financeiras sofisticadas em contas da filha do dirigente, Deborah Casares, totalizando R$ 157,1 mil.
- Saques no clube: As autoridades analisam 35 saques em espécie feitos diretamente das contas do São Paulo entre 2021 e 2025.
Polêmicas nos bastidores
Outros episódios desgastaram a imagem da gestão no último ano. Entre eles, o suposto benefício ilegal à ex-esposa do presidente, Mara Casares, com a comercialização de ingressos de camarote para o show da cantora Shakira. Além disso, houve a denúncia sobre a indicação de fornecedores irregulares de medicamentos emagrecedores (Mounjaro) para jogadores por valores acima do mercado. O clube negou irregularidades sistêmicas, afirmando que os tratamentos foram pontuais e individualizados.
Fonte: Info Verus
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