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Segundo Jayme, o contato partiu de Wellington, que o procurou recentemente em busca de apoio.

A pré-disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 começou a expor os bastidores das articulações políticas. O senador Jayme Campos (União Brasil) revelou que manteve conversas com o senador Wellington Fagundes (PL) para a formação de uma possível aliança eleitoral — e que o desenho da chapa pode envolver diretamente as esposas dos dois parlamentares.

Segundo Jayme, o contato partiu de Wellington, que o procurou recentemente em busca de apoio. O diálogo evoluiu para a construção de um acordo preliminar: quem aparecer melhor posicionado nas pesquisas encabeçaria a chapa, enquanto o outro indicaria o nome para a vice-governadoria.

Na versão apresentada por Jayme, Wellington teria sugerido que, se ficasse atrás nas sondagens, ele apoiaria sua candidatura desde que Lucimar Campos, ex-prefeita de Várzea Grande e esposa de Jayme, fosse indicada como vice. “Ele propôs e eu disse que aceitava”, contou o senador.

Jayme afirmou, porém, que deixou claro que o entendimento teria de valer nos dois sentidos. Caso ele estivesse atrás nas pesquisas, Wellington seria o cabeça de chapa e indicaria a própria esposa, Mariene Fagundes, para compor como vice.

Mesmo admitindo o diálogo, Jayme reforçou que não cogita abrir mão de concorrer ao Palácio Paiaguás. Em declarações recentes, inclusive em áudio que circulou nas redes sociais, afirmou que “só Deus” o retira da disputa, citando seus mais de 50 anos de carreira política e passagens como governador, senador e prefeito.

O senador também tem feito críticas veladas ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como candidato do grupo do governador Mauro Mendes (União). Apesar do apoio declarado do atual chefe do Executivo estadual a Pivetta, Jayme sustenta que aparece competitivo em levantamentos internos e mantém o discurso de pré-candidatura irreversível.

Além de Jayme Campos e Wellington Fagundes, já se colocaram no tabuleiro da sucessão estadual a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o próprio Otaviano Pivetta.

Fonte: Info Verus