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Dados divulgados no site da própria instituição indicam que, entre 2019 e 2025, quatro elefantes morreram em menos de um ano após chegarem ao santuário, que é voltado ao acolhimento de animais mantidos por décadas em cativeiro.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) determinou a suspensão da autorização para que o Santuário de Elefantes Brasil receba novos animais, após a ocorrência de mortes recentes no local. A medida tem caráter cautelar e permanecerá em vigor até a conclusão da análise técnica conduzida pelo órgão ambiental.

Dados divulgados no site da própria instituição indicam que, entre 2019 e 2025, quatro elefantes morreram em menos de um ano após chegarem ao santuário, que é voltado ao acolhimento de animais mantidos por décadas em cativeiro.

A notificação da Sema foi expedida no último dia 23, cerca de uma semana após a morte da elefanta Kenya, transferida para o local em julho de 2025. O santuário tem 60 dias para apresentar a documentação solicitada, que inclui informações sobre protocolos de biossegurança e padrões éticos de manejo.

Em nota, a Sema afirmou que o empreendimento possui licenças vigentes, mas que a suspensão se justifica pela necessidade de avaliar se todos os procedimentos estão sendo cumpridos. Segundo a secretaria, a restrição permanecerá até a conclusão da análise das informações técnicas.

Também por meio de nota, o Santuário de Elefantes Brasil declarou ter recebido a decisão “com serenidade e responsabilidade” e ressaltou que atua há mais de uma década sob fiscalização contínua. A instituição afirmou que seus protocolos foram aprovados pela própria Sema e que já está prestando todos os esclarecimentos solicitados.

“Confiamos que, uma vez concluída a análise técnica, a medida cautelar será prontamente revista”, afirmou a entidade, acrescentando que todas as atividades essenciais seguem normalmente, incluindo alimentação, manejo e acompanhamento veterinário dos elefantes que permanecem no local.

O santuário também declarou não ter receio da apuração e disse prezar pela transparência, mas informou que não irá divulgar os laudos das autópsias dos animais que morreram. A instituição ainda afirmou perceber a disseminação de desinformação com o objetivo de “minar a reputação do santuário e do modelo ético que representa”.

O Ibama confirmou que também apura as mortes. Em nota divulgada no dia 19, o órgão federal afirmou que, neste momento, não é possível concluir se os óbitos têm relação com maus-tratos ou manejo inadequado, mas destacou que a quantidade de mortes não passou despercebida e é objeto de investigação.

O instituto ainda esclareceu que o termo “santuário” não existe formalmente na legislação ambiental brasileira. No caso específico da unidade em Mato Grosso, o empreendimento é classificado como criadouro científico de fauna, sendo a expressão “santuário” apenas uma denominação informal para locais sem exploração comercial dos animais.

Fonte: Info Verus