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Vice-governador afirma que Estado manterá investimentos em saúde e educação mesmo em ano eleitoral e sob regras fiscais mais rígidas.

Com a possibilidade de assumir definitivamente o comando do Governo de Mato Grosso a partir de abril, caso o governador Mauro Mendes (União) deixe o cargo para disputar o Senado, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a gestão seguirá com equilíbrio fiscal e execução integral do orçamento, assegurando recursos para áreas consideradas estratégicas.

Segundo Pivetta, mesmo diante das restrições impostas pelo calendário eleitoral, o Executivo não abrirá mão dos investimentos planejados, especialmente na saúde. Ele destacou que o Hospital Central, inaugurado no último dia 19, terá custo operacional estimado em cerca de R$ 300 milhões ao longo de 2026.

“Ano eleitoral tem toda uma legislação a ser respeitada e nós vamos respeitar à risca, mas não podemos deixar de executar o orçamento do Estado, fazer os investimentos necessários que estão planejados e custear as despesas correntes. Só nesse hospital teremos um custo operacional de cerca de R$ 300 milhões no ano que vem”, afirmou.

O vice-governador também ressaltou que a educação continuará sendo prioridade da administração estadual. De acordo com ele, o investimento médio por aluno, que neste ano gira em torno de R$ 20 mil, deverá ser mantido e corrigido no próximo exercício.

“Fazer saúde pública, especialmente de alta complexidade, é caro. Assim como a educação. Vamos manter esses investimentos dentro da lei, sem deixar faltar serviços públicos nem interromper obras e projetos que já estão programados”, completou.

Ao projetar o cenário para 2026, Pivetta elencou como eixos centrais da gestão as áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Segundo ele, são setores essenciais para o desenvolvimento do Estado, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população.

Na última semana, a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que prevê um orçamento de R$ 40,79 bilhões para Mato Grosso. O texto também autoriza o Executivo a remanejar até 30% dos recursos, garantindo maior flexibilidade na execução financeira ao longo do ano.

Fonte: Olhar Direto