Segundo o governador, o hospital permaneceu paralisado por 34 anos e se tornou, ao longo desse período, um retrato fiel das falhas históricas da administração pública no Brasil.
Após mais de três décadas abandonado, o Hospital Central de Cuiabá foi finalmente entregue à população e, para o governador Mauro Mendes (União), a conclusão da obra simboliza o fim de um dos maiores exemplos de desperdício e descaso com o dinheiro público em Mato Grosso. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (19), durante a cerimônia de inauguração da unidade.
Segundo o governador, o hospital permaneceu paralisado por 34 anos e se tornou, ao longo desse período, um retrato fiel das falhas históricas da administração pública no Brasil. “Saber que essa obra ficou parada durante 34 anos é um desrespeito ao dinheiro público, às leis do país e às normas previstas na Constituição e na legislação federal”, afirmou.
Mauro Mendes classificou o prédio como um símbolo de tudo o que deveria ser combatido na gestão pública, lembrando que casos semelhantes ainda se repetem em várias regiões do país. Ele citou, inclusive, outras obras emblemáticas em Mato Grosso, como o Hospital Júlio Müller, que também enfrentou longos anos de paralisação.
Para o governador, a retomada e a conclusão do Hospital Central só foram possíveis após a reorganização das contas estaduais. Ele ressaltou que o equilíbrio fiscal foi determinante para que o Estado recuperasse a capacidade de investimento e conseguisse entregar uma unidade hospitalar com padrão elevado de qualidade.
Mauro Mendes afirmou ainda que o governo mantém investimentos em todas as áreas da administração pública, com ênfase na saúde. Segundo ele, seis grandes hospitais estão em construção em Mato Grosso, enquanto outras unidades passam por reformas profundas para se tornarem mais modernas, eficientes e preparadas para atender melhor a população.
Ao comentar a estrutura do Hospital Central, o governador ressaltou que o projeto foi significativamente ampliado em relação ao plano original. “Na concepção inicial, eram cerca de 9 mil metros quadrados. Hoje, entregamos um hospital com 32 mil metros quadrados, com obra de alta qualidade”, disse, acrescentando que a localização estratégica e a estrutura existente foram decisivas para a retomada do empreendimento.
O chefe do Executivo estadual também destacou a parceria com o Hospital Albert Einstein, responsável pela gestão da unidade, e afirmou ter convicção de que o Hospital Central já nasce como uma das maiores referências do país. “Acabei de ouvir dos representantes do Einstein que este será, com segurança, um dos melhores hospitais do Brasil. Pela estrutura e pela condução dos serviços, temos aqui o melhor hospital público do país, ao lado das maiores referências da saúde privada”, concluiu.
Fonte: Info Verus
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