Esquiador nascido na Noruega garante a primeira medalha olímpica de inverno do país ao vencer o slalom gigante em Milão-Cortina
Por: Everson Teodoro
O Brasil entrou para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado ao conquistar sua primeira medalha na competição. Lucas Pinheiro faturou o ouro no slalom gigante em Milão-Cortina, coroando uma trajetória marcada por expectativa, pressão e mudança de bandeira.
Com a medalha no peito, o atleta confirmou o favoritismo que carregava antes do início dos Jogos. Ele chegou à Itália como segundo colocado no ranking mundial da modalidade e acumulava três medalhas de prata em etapas da Copa do Mundo na temporada.
Antes mesmo da estreia, Lucas já falava sobre o peso da responsabilidade. “A pressão que eu trago para estes Jogos é algo que eu tento abraçar com gratidão. Se eu não estivesse aqui para fazer a diferença, por que estaria?”, afirmou em entrevista coletiva no último dia 7. A estratégia deu resultado: ele transformou a cobrança em combustível para o desempenho histórico.
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho do norueguês Bjorn Braathen e da brasileira Alessandra Pinheiro de Castro. A história dos pais parece roteiro de cinema: os dois se conheceram por acaso em um aeroporto em São Paulo, embarcaram no mesmo voo para Miami e acabaram sentados lado a lado. O relacionamento levou Alessandra a se mudar para a Noruega.
Após defender a Noruega no início da carreira, Lucas decidiu competir pelo Brasil em 2024. Na época, enfrentava desmotivação e chegou a cogitar encerrar a trajetória esportiva. Segundo Anders Pettersson, presidente da Confederação Brasileira de Desporto na Neve (CBDN), o atleta retomou o contato, demonstrou interesse em representar o país da mãe e iniciou o processo para obter o passaporte brasileiro.
A escolha mudou o rumo da história. Em sua primeira participação olímpica pelo Brasil, Lucas Pinheiro não apenas subiu ao pódio, como colocou o país no topo do esporte de inverno pela primeira vez.
Fonte: Info Verus




