Uma empresa de guinchos, aparentemente comum, servia na verdade como uma “lavanderia” de alta rotatividade para o tráfico de drogas
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), desferiu um golpe estratégico na logística financeira do crime organizado na capital. A Operação Sinal Cortado, deflagrada recentemente, revelou como uma empresa de guinchos, aparentemente comum, servia na verdade como uma “lavanderia” de alta rotatividade para o tráfico de drogas.
A Ilusão do Guincho
O esquema utilizava uma empresa de fachada no ramo de auto-socorro para mascarar a origem de dinheiro ilícito. Embora no papel a empresa estivesse ativa, as investigações apontaram uma discrepância gritante: a movimentação financeira chegava a R$ 10 milhões, valor totalmente incompatível com a frota inexistente e a estrutura física precária do negócio.
Estratégia: Sufocamento Financeiro
Diferente de abordagens focadas apenas em prisões de rua, a Operação Sinal Cortado mirou no “bolso” da organização. O delegado André Rigonato, à frente das investigações, destacou que a prioridade foi a descapitalização.
As principais medidas adotadas foram:
* Bloqueio de Ativos: Congelamento imediato de contas bancárias ligadas aos suspeitos.
* Sequestro de Bens: Apreensão de patrimônio acumulado com o lucro do crime.
* Interdição Comercial: Suspensão imediata das atividades da empresa utilizada para a lavagem.
Detalhes do Cumprimento
A ofensiva mobilizou equipes em diversos pontos de Cuiabá para cumprir 6 mandados de prisão preventiva e 9 de busca e apreensão. Os agentes buscaram documentos, dispositivos eletrônicos e novos indícios que possam conectar outros “laranjas” ao esquema de ocultação de bens.
“O foco é desarticular a estrutura que permite que o crime se sustente e se expanda. Sem dinheiro, a engrenagem do crime para”, reforçou a autoridade policial durante a ação.
Fonte: Info Verus




