Segundo Pivetta, seu gabinete funcionou como um verdadeiro núcleo de decisões, onde foram costurados projetos, negociadas demandas regionais e alinhadas estratégias com deputados, prefeitos, vereadores, produtores e empresários
Ao se colocar como figura central na engrenagem do governo Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que não exerceu um papel secundário na atual gestão. Pré-candidato ao Palácio Paiaguás, ele disse que participou diretamente da definição de prioridades, da articulação política e do desenho das principais políticas públicas, especialmente nas áreas de infraestrutura e educação.
Segundo Pivetta, seu gabinete funcionou como um verdadeiro núcleo de decisões, onde foram costurados projetos, negociadas demandas regionais e alinhadas estratégias com deputados, prefeitos, vereadores, produtores e empresários. Ele afirmou ter atuado pessoalmente na articulação da maior parte das obras estruturantes do Estado, além de acompanhar de perto a construção e reforma de centenas de salas de aula.
“Eu não fui apenas vice. Ao lado do Mauro, eu governei. A equipe reconhece minha trajetória, confia em mim e me respeita. Foi no meu gabinete que muitas dessas decisões nasceram”, afirmou.
Ao relembrar o início da gestão, Pivetta disse que o grupo assumiu o governo, em 2019, com a missão de “colocar a casa em ordem”, diante de um cenário que classificou como caos administrativo, marcado por endividamento, falta de credibilidade, salários atrasados e um histórico de corrupção. Segundo ele, Mato Grosso também enfrentava um apagão de infraestrutura, que deixou o Estado “muito para trás”.
Ele destacou que, nos dois primeiros anos, a capacidade de investimento era limitada, mas que a partir de 2021 o governo conseguiu virar a chave e iniciou, segundo suas palavras, o maior ciclo de investimentos da história de Mato Grosso, com obras espalhadas por todas as regiões.
Entre as ações citadas estão hospitais regionais em construção, a contratação de cerca de mil quilômetros de rodovias, programas de habitação popular com meta de 40 mil moradias, além do reforço no efetivo e nos equipamentos das forças de segurança.
Pivetta também reivindicou para si decisões consideradas estratégicas, como o modelo adotado para a concessão da BR-163, afirmando que a concepção do projeto nasceu de debates em seu gabinete e exigiu soluções jurídicas e administrativas fora do padrão. No mesmo contexto, defendeu que o Estado assuma trechos de rodovias federais e citou a MT-109 como alternativa à BR-158, na região do Araguaia, argumentando que Mato Grosso tem capacidade de destravar gargalos logísticos que o governo federal não consegue resolver.
Na área da educação, o vice-governador atribuiu os resultados a planejamento e reorganização da rede, destacando que o Estado saltou da 22ª para a 8ª colocação no IDEB. Segundo ele, a redistribuição de responsabilidades entre Estado e municípios, aliada à expansão do ensino técnico, criou um novo modelo educacional, com potencial de avançar ainda mais nas próximas avaliações.
Fonte: Info Verus




