A mensagem central da autoridade de saúde é que a prevenção não depende apenas da genética. A redução drástica do consumo dessas substâncias, aliada a políticas públicas de controle e vacinação contra vírus como o HPV, representa o caminho mais curto par
A Organização Mundial da Saúde publicou um novo relatório que aponta uma conclusão clara sobre a luta contra o câncer. Segundo a entidade, a grande maioria dos casos que poderiam ser prevenidos no mundo está concentrada na combinação de apenas dois comportamentos específicos.
O levantamento indica que o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas são os principais responsáveis por alimentar as estatísticas globais da doença. Juntos, esses dois hábitos superam outros fatores de risco conhecidos, como a poluição ambiental e o sedentarismo.
De acordo com os especialistas da organização, aproximadamente quatro em cada dez diagnósticos anuais de câncer seriam evitados se esses dois elementos fossem retirados da rotina da população. O tabaco permanece como a maior ameaça isolada, afetando não apenas os pulmões, mas sendo um gatilho para tumores em diversos outros órgãos. Já o álcool aparece logo em seguida como um agente carcinogênico potente, com impacto direto no sistema digestivo e no fígado.

Os dados também revelam uma disparidade entre os sexos. O público masculino apresenta uma porcentagem maior de casos evitáveis, o que os pesquisadores atribuem a uma maior exposição histórica ao cigarro e ao álcool em comparação às mulheres.
A mensagem central da autoridade de saúde é que a prevenção não depende apenas da genética. A redução drástica do consumo dessas substâncias, aliada a políticas públicas de controle e vacinação contra vírus como o HPV, representa o caminho mais curto para reduzir a mortalidade pela doença nas próximas décadas.
Fonte: Info Verus




