Em entrevista exibida no Domingo Espetacular, a detenta afirmou que sofreu ameaças graves e foi violentada repetidas vezes enquanto estava algemada
O que deveria ser um espaço de custódia virou, segundo o relato da vítima, um cenário de terror. Em entrevista exibida no Domingo Espetacular, a jovem detenta que acusa o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, de estupro afirmou que sofreu ameaças graves, foi violentada repetidas vezes enquanto estava algemada e, após os abusos, recebeu ordem para se lavar com detergente para eliminar possíveis vestígios.
De acordo com o depoimento, os abusos teriam ocorrido em quatro ocasiões. A vítima contou que o policial adotava uma série de cuidados para tentar não deixar provas, impedindo qualquer contato físico dela com o corpo dele e controlando até a forma como deveria tomar banho. Segundo ela, o investigador determinou que não molhasse o cabelo, sob o argumento de que isso poderia levantar suspeitas.
Além da violência sexual, a jovem relatou ter sido submetida a ameaças constantes. Entre elas, a de que sua filha seria morta e seus familiares perseguidos caso denunciasse os crimes. O investigador também teria afirmado que ela permaneceria presa por muito tempo e que sua versão não seria levada a sério por ser “apenas uma criminosa”.
“Isso não sai da minha cabeça. O pior foi ter que contar para o meu marido. Eu achei que estaria segura dentro da delegacia”, disse a vítima durante a entrevista.
Laudos periciais
Laudo elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) não apontou sinais de violência física recente nem indícios clínicos de conjunção carnal no exame inicial. No entanto, a análise genética identificou a presença de fluido sexual com 99% de compatibilidade com o investigador Manoel Batista da Silva.
Segundo explicação da autoridade policial responsável pelo caso, o resultado genético é conclusivo quanto à ocorrência de conjunção carnal, ainda que não tenham sido constatadas lesões físicas. A delegada ressaltou que marcas corporais podem desaparecer com o passar do tempo, especialmente porque o exame foi realizado dias após os fatos relatados.
A defesa da vítima, representada pelo advogado Walter Rapuano, confirmou o teor do laudo genético e reforçou que a compatibilidade de 99% vincula diretamente o material encontrado ao policial investigado.
O investigador segue preso, e o caso continua sob apuração das autoridades.
Fonte: Info Verus




