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Ministro da Agricultura defende neutralidade para garantir segurança ao agronegócio e destaca abertura de mais de 500 novos mercados

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que o Brasil manterá uma postura de neutralidade nas disputas comerciais entre China e Estados Unidos e seguirá negociando com ambos os países. A declaração foi feita em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira (16), ao tratar da escalada de tensões entre as duas maiores economias do mundo e dos reflexos para o agronegócio brasileiro.

Segundo Fávaro, a estratégia do país é baseada na diplomacia e na ampliação do número de parceiros comerciais. “O Brasil não vai escolher lado. Temos amizade, diplomacia e respeito com todos os países do mundo, e assim continuará sendo”, afirmou. Para o ministro, a pluralidade de produtos e destinos garante segurança ao setor e reduz a dependência de mercados específicos.

Na entrevista, Fávaro atribuiu o desempenho recorde das exportações agropecuárias brasileiras à combinação de segurança sanitária, competitividade de preços e capacidade de atender grandes demandas internacionais. Ele destacou que o país não mantém contenciosos relevantes com outras nações e afirmou que o respeito às normas ambientais também tem sido um diferencial. De acordo com o ministro, o governo federal já superou a meta inicial de abrir 200 novos mercados, alcançando mais de 500 acordos desde o início da atual gestão.

Ao comentar os impactos do aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos no ano passado, Fávaro disse que a opção do governo brasileiro foi pelo diálogo, e não pela adoção de medidas de reciprocidade. Segundo ele, negociações diretas e a articulação entre setores privados dos dois países permitiram reduzir os efeitos das barreiras comerciais. Conforme o ministro, praticamente toda a agropecuária brasileira ficou fora das tarifas excedentes, e novos mercados foram consolidados, como o México.

Fonte: Olhar Direto